É com jubílo e alegria que no 18º dia do segundo mês do ano de 2026 do calendário gregoriano da era cristã, o Blog Médico Animósico vem a público para enviar uma mensagem e nota de esclarecimento, aquele que foi o único sobrinho de nosso Médico Animósico e Veículo Físico no Planeta Terra.
Recentemente um comentário em nosso blog em nome do Cauãn Rodrigues Castilho, apareceu e compartimos o mesmo com nossos leitores logo abaixo. Vale lembrar que em mais de uma década o Cauãn foi a única pessoa de nosso núcleo familiar a fazer contato comigo.
Sinto muito por essa fase dificil..Que Deus te abençoe e te proteja hoje e sempre Ruy. Apesar de tudo, te amo e sou grato e mando daqui minhas sinceras energias para que vc fique bem e feliz e que consiga resolver todos essas situações o mais breve possivel! Com amor, Cauan.
Depois de certamente ler o post do blog onde Ruy comparte o momento difícil que está passando e pede ajudar para custear o conserto de avarias em sua casa em Barcelona e depois de anos sem contato, eis que Cauãn decide enviar essa bonita mensagem desejando que deus me proteja hoje e sempre e que "apesar de tudo" me ama e tem gratidão.
Oferta de Trabalhos e Pedido de Ajuda para Problemas Concretos aos Leitores e Leitoras do Blog Médico Animósico.
Cauãn também envia sinceras energias para que as coisas melhorem e que todos os problemas sejam resolvidos.
Ao ler a mensagem, me perguntei o que será que o Cauãn quer dizer quando fala que me ama "apesar de tudo"? E isso me fez fazer uma viagem por toda nossa história desde o momento em que ele nasceu nos idos do ano de 1994 quando Ruy era um adolescente de apenas 14 anos.
Infelizmente eu não tenho fotos dessa época e a única foto que tenho com Cauãn é de quando ele me acompanhou até o aeroporto para se despedir de mim depois de minha última visita ao Brasil em 2015.
Por pouco mais de duas décadas, Ruy e Cauãn viveram juntos em São Paulo na casa que era de sua avó, minha mãe, no bairro do Ibirapuera em São Paulo. Durante toda sua infância Cauãn teve a oportunidade de compartir tempo e espaço com aquele que era seu tio. Da mesma forma que eu vi Cauãn, meu sobrinho, atravessar a infância e entrar na pré adolescência, aprender a ler, ir pro colégio, ser alfabetizado.
Cauãn foi testemunha de toda minha juventude, desde quando entrei na faculdade e logo comecei como estagiário de TV em uma produtora para anos depois tornar-me assistente de direção de TV na Volkswagen do Brasil, até quando entrei na escola de Yoga, até que depois de 7 anos decidi começar dar aulas de yoga, assim como Cauãn foi testemunha de toda minha trajetória como DJ e logo quando fui pra África do Sul, Pra Índía, Londres, até chegar em Ibiza e viver ali por um período de 02 anos, onde nasceria o Médico Animósico e a Anemosía Quântica.
Eu e Cauãn eramos verdadeiros amigos e companheiros, cheio de brincadeiras e nos divertíamos muito. Me lembro perfeitamente de fingirmos que a casa de minha mãe era uma pensão, "A pensão da Célia" e nos ocupavamos de inventar personagens que eram os moradores da pensão. Era muito divertido e nós ríamos bastante. Eu me lembro que gostava de falar inglês imitando um sotaque árabe e inventávamos diversas situações para divertir-se com os personagens que brotavam de nossa imaginação.
"Miss Célia, do you have rooms available?" Eu dizia imitando o sotaque árabe de um imigrante iraquiano e nós caíamos na risada.
Certamente o Cauãn se lembra do "Cabrini, da Mediclini" Um Vendedor de plano de saúde que também vivia na pensão da Célia.
Teve uma época em que eu comecei a fazer sanduíches em casa, X-Burguer, X-Salada, sempre com hamburgueres de frango pois essa época já não comia carne vermelha. O cheiro bom do queijo derretendo na frigidiera, atraia a atenção de todos em casa e tanto Cauãn como seu pai, minha mãe, acabavam pedindo para eu fazer um X-salada igual o meu para eles. Era o X-Rúlio. O X salada feito pelo Ruy. Porém o Ruy inventou um personagem que era o cozinheiro que fazia x-burgueres e batizou esse de Rúlio.
"Opa, tudo bem? Eu Sou o Rúlio, vai um, x-salada aí?"
Era o bastante para que nós caíssemos na gargalhada e assimilássemos mais um personagem para a pensão da Célia.
Me emociona pensar que um dia simplesmente fizemos tudo isso pela última vez, sem sequer imaginar que nunca mais aconteceria.
Meu contato com Cauãn se tornariam cada vez mais perenes devido as minhas viagens que começaram por volta dos 17 anos em lugares do Brasil como a Ilha Grande em Angra dos Reis no Rio de Janeiro ou Búzios na região dos lagos, também no mesmo estado, onde eu ia trabalhar como músico e DJ.
Por volta dos 26 anos de idade começaria me aventurar fora do Brasil indo primeiro a África do Sul, logo a Índia, permanecendo por períodos de 03 meses mais ou menos estudando e trabalhando, e sempre voltando a casa de minha mãe no Brasil para mais uma temporada com a família.
Hoje ao lembrar dessa época percebo que eu acreditava que o Cauân seria criança para sempre e jamais iria crescer. Eu ia viajar mas sempre voltava e ali estava o meu sobrinho, sempre criança, no máximo um pré adolescente.
Foi somente depois de uma temporada que duraram 02 anos em Ibiza, que ao voltar ao Brasil pra umas férias de alguns meses onde eu passaria pouco tempo em São Paulo e mais tempo no estado do Ceará, que ao encontrar Cauãn tive um choque, pois ele estava crescido de verdade e a criança que era meu sobrinho já não existia mais.
Ele já tinha por volta dos 15 anos de idade. Estava alto, voz engrossada, espinhas na cara e já havia experimentado maconha que meu irmão Paulo,seu pai, havia feito questão de dar para ele.
O Paulo sempre pareceu odiar a infância e fazer de tudo para ser o responsável por retirar as pessoas da infância de forma prematura e trazer precocemente a juventude e vida adulta, se possível boicotando e intoxicando a adolescência, seja com drogas, pornografía, heavy metal. Eu confesso que achei ruim e uma sacanagem o Paulo ter oferecido maconha para o filho quando ele tinha por volta de 15 anos. Dava impressão que ele queria forçar o filho a gostar das mesmas coisas que ele o quanto antes possível e dinamitar todo e qualquer vestígio que ainda houvesse da pureza da infância.
Aquele ano de 2009 pra 2010 foi a última vez que eu veria o Cauãn ainda adolescente depois de uma temporada de 4 meses no Brasil, pois depois eu voltaria para Espanha e ficaria até 2014 sem visitar o Brasil.
No ano de 2014 foi quando estive no Brasil e fiz a palestra "Saindo da Matrix: Compreendendo os Mecanismos da Natureza da Realidade" que seria feita na sala da casa de minha mãe para um público de 10 ou 12 pessoas, entre os quais Cauãn estava e que viria a se tornar um vídeo viral durante vários anos, alcançando mais de 100 mil visulaizações em um período de pouco tempo.
Foi nesse evento acredito eu que Cauãn começou a encontrar grande dificuldades em gostar de mim e me aceitar como sou e talvez por isso ele diga que "Me ama, apesar de tudo".
Tudo começou porque a namorada dele, uma menina chamada Lia, fez um cocô tão fedido no banheiro da casa de minha mãe, que eu não aguentei o fedor e comecei a reclamar. Sem me importar comecei a zuar e tirar sarro do cheiro do cocô antes mesmo de saber quem tinha feito. Enquanto as pessoas riam de meus comentários, o Cauân se contorcia de raiva, vergonha, constrangimento e de medo por pena da namorada. Aquela foi a segunda vez que eu fui testemunha do quanto as mulheres cagam muito mais fedido que os homens. Cauãn nunca mais me perdoou.
Logo o Cauãn se chatearia comigo uma segunda vez, porque eu queria fazer e fumar um cigarro só para mim e ele queria que eu compartisse o cigarro com todo mundo, o que é bastante comum no Brasil. Enquanto na Europa aprendi a fumar e desfrutar o meu cigarro, no Brasil o comum era fazer uma "roda-de-fumo".
Esses dois eventos foram o suficiente para que o Cauãn alimentasse uma mágoa e rancor por mim que nunca mais faria ele ter interesse pela minha pessoa e gostar de mim como antes. Em todos esses anos estranhamente ele jamais me seguiu nas redes sociais. Jamais me teve no whatsapp, jamais fez um telefonema, mandou um email ou se interessou por mim.
Quando tínhamos o restaurante em Lisboa no ano de 2017 me lembro que falei com ele por telefone e disse que poderia conseguir um trabalho de garçom com contrato em Portugal. Ele estava no auge do curso de Educação Física na USP e não se interessou.
A última vez que estive no Brasil no ano de 2015 para fazer a palestra "História Secreta: Porque as coisas não são bem como te contaram", nenhuma pessoa de minha família exceto o Cauãn quis me acompanhar até o aeroporto para se despedir de mim.
Me lembro que a mãe do Cauãn, a Nani, não gostou de ele me acompanhar e ficou reclamando. O Paulo não tinha nenhum interesse e confessava sentir preguiça de ir até Guarulhos. Minha mãe também dizia estar cansada, o Pedro sequer olhou na minha cara, me cumprimetou ou falou comigo e por fim fomos apenas eu e ele.
Todos perderam a oportunidade de se despedir de mim e ninguém quis nos acompanhar. Por que será?
Naquela época eu ainda não entendia nem sabia o que anos depois viria a entender, sobre os sentimentos que minha família tinha por causa de minha mudança para a Espanha. Ninguém gostava da ideia de eu ter imigrado para sempre e se sentiam ofendidos por meu desprezo pelo Brasil. Quanto mais o tempo passava, mais eu entendia que sentia vergonha de ser brasileiro e também da cultura brasileira, o que me faria preferir ficar cada vez mais tempo na Espanha e transferir minha vida para lá.
Eles ignoravam minha pessoa e fantasiavam que minha vida era medíocre até o ponto que um dia eu voltaria para o Brasil.
Enquanto minha mãe era viva, nós tinhamos contatos frequentes por telefone e raramente por skype, pois minha mãe não gostava, contatos esses que podiam ser semanais ou mensais, dependendo das brigas. Em seus últimos anos de vida minha mãe preferia não ter contato comigo pois sempre brigávamos. Eu não me importava em brigar. Para mim o importante era estar em contato. Ela foi adoecendo e silenciando cada vez mais, a ponto de eu chamar várias vezes e ela simplesmente não atender. Ela dizia que preferia não ter contato comigo para não ficar nervosa nem esteressada.
Ela realmente não percebia o desprezo que praticava por mim e hoje entendo que esse desprezo e falta de interesse era uma forma de ela não ter problemas com meus irmãos Paulo e Pedro. A total ausência de interesse do Paulo e do Pedro em minha pessoa e em minha vida, faria minha mãe (e o Cauãn) seguir o mesmo exemplo, o que faria com que eu fosse simplesmente cancelado, não apenas por minha mãe, irmãos, cunhada e sobrinho, mas também pelas tias, tios e primos, que inclusive viriam a Espanha enquanto eu já morava aqui e jamais fariam uma visita.
Depois de passados mais de 17 anos na Espanha, eu comecei a me perguntar, porque meus irmãos nunca tiveram o menor interesse em me visitar, trazer minha mãe e meus sobrinho para conhecer minha vida e minha casa na Espanha? O Pedro viajou o mundo todo e nunca quis me visitar em Barcelona. O Paulo veio a Itália fazer um curso da técnica terapêutica fraudulenta das Barras de Acces, me chamou pelo telefone mas não teve interesse nenhum em me visitar. Eles tinham tempo, tinham dinheiro, mas não tinham interesse. Eram totalmente indiferentes a minha pessoa e a minha história. Nunca me perguntaram nada nem quiseram saber minhas histórias.
Passaram a ser testemunhas de minha vida como a maioria das pessoas que lê o blog e assistia o canal em youtube, de forma leviana. Como se fossem parte de minha audiência e não os meus familiares.
Jamais houve um telefonema! Nenhum feliz ainversário, feliz natal ou feliz páscoa.
Por outro lado eu sempre tinha interesse e chamava em casa, fazia comentários nos posts deles nas redes sociais, discordando, discutindo, tirando sarro, até que eles decidissem me bloquear e curiosamente mantém bloqueado até hoje. Eu fui no Facebook buscar a única foto que eu tenho com o Cauãn, feita no aeroporto antes de eu embarcar de volta a Espanha e o comentário que ele fez na época, no rodapé da foto, dizendo "É noix" indica que o perfil dele me mantém bloqueado até hoje.
Tanto meus irmãos como minha mãe nos 03 últimos anos de sua vida, pareciam sentir alergia a minha pessoa. A simples menção ou contato comigo parecia dar urticária neles. Parecia que eles estavam esperando eu me dar mal e pedir ajuda deles.
Hoje entendo perfeitamente que a personalidade que desenvolvi ao longo de quase 20 anos de vida imigratória, assim como as mudanças que sofri na medida em que entendia meu trabalho como Médico Animósico, meus dons mediúnicos e o trabalho com a Anemosía Cuántica, não foram do agrado de nenhum deles.
Parece que minha família pensava, preferia e contavam que eu sempre viajaria o mundo mas também sempre voltaria para casa.
Não passava na cabeça deles que eu criaria um método de massagem eficiente que durante algunos anos de minha vida me permitiu viver como rico. Não passaria pela cabeça deles que eu me casaria e me estabeleceria em Barcelona sem ter a necessidade de jamais voltar.
É possível que eles tivessem a certeza de que uma hora o "dinheiro acabaria" e eu voltaria para o Brasil pedindo ajuda com o rabo entre as pernas, sem ter onde cair morto ainda que com muita história para contar. Afinal esse é o desejo que a maioria das famílias no Brasil tem para com seus filhos. Que eles fracassem e dependam dos pais para sempre, para logo na velhice dos pais estarem condenados a cuidar deles.
É possível que eles tenham se preparado por anos para me receber de volta e me consolar por meu fracasso. De certa forma até hoje o Paulo e o Pedro que nunca tiveram interesse em me perguntar nada, acreditam que eu mesmo que tenha tido algumas vitórias, seja um tremendo de um complexado e fracassado. Assim como o resto da família formado por tios, tias, primos e sobrinhos jamais se interessou em saber, como raios o Ruy conseguiu ficar na Espanha sem jamais precisar (nem querer) voltar?
Quando eu denuciei o Paulo no Canal de Youtube por ter abusado de mim na infância, ninguém acreditou em mim e todos ficaram do lado dele como sempre acontece no Brasil. As pessoas defendem o criminoso e dizem que a vítima inventou a agressão.
Durante anos eles certamente acreditaram que eu era um fracassado morando em um quartinho, escrevendo frenéticamente em um blog que eles liam as vezes, enquanto só sabiam de mim através do que escrevia no Blog Médico Animósico e dos vídeos que postava no youtube. Saber de mim através desses meios era o suficiente para eles. o Contato comigo não parecia interessante pois certamente destruiria a imagem de fracassado que eles tinham cristalizados de mim na própria mente.
Não me surpreenderia nada se tiver sido o Paulo que ao ler meu blog (ele acompanha fielmente tudo que eu posto no blog e canal pois sempre teve muita inveja de mim) pediu pro Cauãn entrar em contato comigo e demonstrar algo de afeto, "apesar de tudo". Afinal eles sempre esperaram pela oportunidade de me encontrar mal das pernas e morrer de pena. Devem ter passado anos acreditando que seriam meus consoladores, com foram de minha mãe.
Curiosamente, mesmo sendo Paulo e Pedro pessoas super bem sucedidas em seus trabalhos, até agora jamais me fizeram um pix para ajudar a consertar a lavadora ou reconhecer meus esforços em anos de trabalho do Médico Animósico. Infelizmente os homens de nossa família, ao contrário de Eu e nossa mãe, não sentem vergonha de serem mesquinhos.
As últimas vezes que tive contato com o Cauãn foi no ano de 2019 pouco depois do falecimento de minha mãe e me lembro que esse contato foi rápido, escrito através de mensagens via instagram. Ele claramente tinha uma maneira de ser que era irônica e cínica como o pai dele. Não levava a sério nada que eu falava e tirava sarro de tudo, talvez percebendo que eu pretendia ser levado a sério. Claramente mantinha um sentimento de amargura e rancor para comigo graças ao cocô fedido feito pela namorada dele no banheiro de casa e não demorou muito para encontrar motivos para me bloquear e nunca mais fazer contato.
Hoje entendo que apesar de todos os meus exemplos de medicina, afeto e carinho assim como os exemplos de amor, respeito e consideração dados por minha mãe, jamais inspiraram o Cauãn e meus irmãos a serem pessoas boas ou praticarem bondade, ou serem generosos.
Eles infelizmente puxaram meu pai e toda carga negativa que estão nos ancestrais que compõem o núcleo das família Ferreira e Castilho enquanto eu e minha mãe haviamos puxado mais os Marques e os Mendes, que eram pessoas muito mais tranquilas, amorosas e bem sucedidas.
Curiosamente, enquanto o Cauãn era pequeno, ele chamava sua vó de "Mãe" e a mãe biológica dele ele chamava pelo apelido de "Nani". Eu achava estranho que ele chamasse a avó de mãe e a mãe pelo apelido.
Hoje, considerando as lembranças que tenho das origens pobres da Nani e seus familiares em Itaquera, entendo perfeitamente porque ela nunca foi capaz de ensinar amor ao filho, como minha mãe ensinava a todos que se aproximavam dela.
A Nani estava feliz pelo fato do Cauãn ser bonito, alto, atlético, ir ao treino, fazer educação física. Foram as últimas palavras dela para mim em nosso último contato via comentários de facebook. Havia inclusive algo de incestuoso nas palavras dela. Ela dizia que o filho era "gostoso", "malhado" e outras palavras que davam entender seu tesão pelo filho.
A verdade é que nós nunca gostamos um do outro apesar de uma tentativa de convívio respeitoso nos anos em que vivi dentro da casa de minha mãe.
A Nani foi das primeiras pessoas a incentivar o Cauãn a me bloquear nas redes sociais por causa dos questionamentos impertinentes e comentários ácidos, que eu sempre fazia.
No final das contas, todos na família me bloquearam nas redes sociais e me cancelaram na vida física.
Não nego minha parcela de responsabilidade para que as pessoas de minha família tenham preferido me ignorar e desistir de qualquer forma de contato comigo. Meu jeito de ser com eles também tornou-se impaciente, ácido, cansado, sem paciência, na medida em que minha consciência expandia, meu conhecimento e minha inteligência aumentavam e eles se limitavam a ter uma vida encerrada na cidade de São Paulo, com suas impressões distorcidas e forma mesquinha de ser. Fazendo média com pobre, africano, gay, puta e bandido pois é disso que se trata viver no Brasil e na cidade de São Paulo.
Eles jamais reconheceram meu espírito, minha trajetória, minha autoridade médica, meus talentos mediúnicos, nem as coisas que eu descobri sobre ser um Médico Animósico como eles reconheceram e celebraram o Pedro por ser um homossexual bem sucedido viúvo de um travesti suicída, com um canal no youtube com 2 milhões de seguidores.
Me lembro perfeitamente que quando morávamos na casa de minha mãe, ela comprou uma televisão nova para a sala. Porém a televisão nova tinha um defeito, pois depois de alguns minutos assistindo, ela desligava sozinha. Nossa mãe reclamou e pediu pra trocar a TV o que foi feito pela fábrica. Não demorou mais que uma semana, para que a TV nova começasse a aprensentar o mesmo problema. As vezes em 10 minutos, as vezes em meia hora. Nunca mais de 40 minutos, a TV simplesmente desligava.
Aquilo deixava a gente nervoso pois tinha que religar o aparelho constantemente, perdia parte da programação, interompia o capítulo da novela, e ninguém entendia por que a tv desligava sozinha.
Chamávamos aquilo de "Gasparzinho" fazendo alusão ao famoso personagem de desenho animado conhecido como "Fantasminha camarada".
Minha crença hoje em dia quando lembro disso é que nossos ancestrais, os avós de minha mãe e meus bisavós eram que tratavam de desligar a TV pois eles já tinham bastante claro o quanto a programação da TV fariam de todos nós naquela família, um bando de narcisistas, psicopátas e retardados.
E de fato, minha mãe desistiu de viver e se contentou passar os últimos anos de sua vida assistindo a programação do televisor enquanto seus dedos sofriam de artrose, sua saúde definhava e seu corpo perdia toda mobilidade. O Paulo sempre sonhou em ser repórter e apresentador de TV. O Pedro passou a vida idolatrando artistas cafonas e medíocres do SBT e da rede globo e hoje em dia é uma subcelebridade decadente da internet. Orgulhoso de ser gay, fazer o "L", ser viúvo de travesti suicída e de haver perdido a conta de quantos homens entraram em seu corpo e em seu ânus com um pênis.
Curiosamente, o Cauãn não seguiu o exemplo deles, mas de certa forma seguiu o meu.
Eu fique feliz ha alguns anos atrás, quando estava vendo vídeos no youtube e de repente vejo um reel de um rapaz fazendo manipulações de quiropraxía. Eu levei uns 05 segundos para enxergar o Cauãn naquele ser adulto com um bigodinho fino de malandro canalha. "Bigodinho de purfa", como diria minha mãe. Era ele. Meu sobrinho. Confesso que chorei.
Havia se formado em educação física na USP e se especializado em quiropraxía, o que durante parte de minha juventude enquanto me formava em Yoga e massoterapia, eu tinha como um sonho.
Eu queria ter sido quiroprático e agora tinha um sobrinho que sim o era. Imagino quanta alegria e felicidade o Cauãn deve ter dado para a mãe e o pai dele, por primeiramente entrar na USP o que é o sonho de consumo de todas as famílias paulistanas, para logo buscar uma carreira profissional baseada em saúde, uma vez que a juventude do pai e a mãe dele, foram um tremendo desastre cheio de sexo, drogas e rock n roll.
Infelizmente a mãe e o pai do Cauãn não foram pessoas capazes de ensinar a ele a importância do amor, da família e da tradição, que meus avós e bisavós eram oriundos.
Ainda que meus irmãos e meu sobrinho decidam me procurar um dia, o que confesso que duvído e acho improvável, o tempo que já passou não pode ser recuperado e certamente por isso a partir de meus 40 anos de idade, a vontade de deixar de viver em um corpo físico, começou a surgir e tem se tornado uma de minhas maiores prioridades.
A Ausência de crianças, filhos, em nossas vidas depois dos 40 anos assim como a ausência do amor de nossos familiares são os ingredientes essenciais para o estinguir da vontade de viver.
É algo muito engraçado quando você aceita e amadurece a ideia de sua própria morte. Não tenho coragem de colocar fim em minha própria vida como fez meu primo Rodrigo, (Q.E.P.D.) mas confesso que estou cansado e não tenho o menor interesse em viver. Não sou infeliz, mas também não estou mais feliz. E não sinto vontade de fazer mais nada. Tudo o que a vida oferece me parece chato, entedioso, sem graça. O que eu gosto mesmo é de dormir, relaxar, sonhar, despertar no sonho, fazer viagens e projeções astrais, conhecer gente fora do corpo, fazer pesquisa nas diferentes dimensões que habito, viajar e voar, esperar o momento em que a serpente energética vem de manhã cedinho deixar claro para mim que já é possível sair do corpo em projeção astral.
Minha felicidade são minhas memórias e meu trabalho enquanto Médico Animósico. Ler mãos e expandir a consciência das pessoas a respeito de si mesmo enquanto faço isso, ler e harmonizar chakras, registros akáshicos, fazer sessões do método de massagem Quiro-Veda. Aplicar agulhas de acupuntura. Fazer sessões de Psicoterapia-Remota-Canalizadora, Sessões de meditação guiada. Relaxamento hiponoterapêutico.
Foi para isso que eu nasci e por isso logrei me sustentar por mais de 16 anos através de meu próprio trabalho, sem jamais necessitar de emprego, sem nunca ter tido um salário, sem jamais precisar do estado, de empresários ou políticos, comprovando a inutilidade de todos esses seres e estruturas.
Confesso que não tenho mais a mesma alegria e entusiasmo de fazerem as coisas acontecerem e darem certo, como tinha na juventude. E por isso meu maior desejo é que a vida o quanto antes, termine. Cansei.
É curioso pensar que, uma vez eu não tendo filhos, o Cauãn seria o herdeiro natural de tudo isso que é a Anemosía Cuántica, mas nem ele nem ninguém em minha família jamais manifestaram qualquer interesse. Aliás nenhuma das pessoas que foram meus alunos e pacientes no Brasil manifestaram interesse de estudar e se formar como terapeuta e sanador, seguir meus exemplos, criarem seus próprios caminhos e serem felizes.
Todos queriam ser pacientes e alunos, para sempre.
Não existem pessoas que façam com que eu tenha a vontade de seguir vivendo para ver elas crescendo, como seria normal com alguém que tem filhos. A ideia de envelhecer sozinho me faz desinteressar-se pela vida, deixa triste e com medo.
Acredito piamente e sei perfeitamente que minha vida foi maravilhosa e que a maioria das pessoas gostaria de ter vivido e que meus ancestrais me deram ela de presente, para que as pessoas de nossa família que sofrem por serem pederastas, homossexuais, prostitutas, degenerados, tenham um exemplo digno de que existem outros melhores caminhos, quando você consegue se livrar de São Paulo, das drogas, das vagabundas, gays, bandidos, criminosos, traficantes e da pornografía, que sequestrou a mente do meu pai, a alma de meu irmão Paulo, certamente influenciando o Pedro, o caçula, para ser um homossexual tão bem sucedido e referência paulistana e brasileira, para centenas de milhares de gays, transexuais e drag queens, o que são a matéria prima de tudo que acontece naquela cidade e por isso existe tanto crime e injustiça em meio aquela selva urbana.
Desejo ao Cauãn que seja feliz. Me preocupa saber que ele anda de moto para cima e para baixo, pois considero um meio de transporte bastante perigoso, feito para cair, pois dois pontos não formam um plano. Um dia ela ganha.
Lamento de verdade que nem minha mãe nem os pais dele ensinaram a ele a importância que teria manter uma amizade comigo, viajar o mundo, seguir meus exemplos, vir passar uma temporada comigo na minha casa na Espanha. Me orgulho de, de repente ter influenciado ele como professor de Yoga a buscar sua profissão na quiropraxía ao invés de seguir na comunicação social como o Paulo e o Pedro.
Lamento que ele seja uma pessoa rancorosa e que nem ele nem meus irmãos jamais tenham vindo me visitar, menos ainda trazerem minha mãe a Espanha. Ou sequer feito um contato com intenção de saber de mim ou me encontrar.
Esse era o plano de nossos ancestrais, Que através de mim, as pessoas da família se inspirassem e pudessem encontrar interesse em serem cidadãos do mundo como eu me tornei, ir viver em um lugar melhor que o Brasil mas ninguém parece ter entendido o trabalho deles. Queriam que cada um de nós fôssemos amigos, se tornassem cidadãos do mundo, com experiências imigratórias em diferentes países com diferentes idiomas, e assim se livrar de toda mediocridade e cafonice que o Brasil impõem as pessoas.
Nossos ancestrais por parte de pai eram portugueses e espanhóis e começaram a chegar no Brasil por volta de 1560 e colonizar o litoral de São Vicente e o interior paulista. Foram bandeirantes, desbravadores, capìtães, aventureiros e alguns se juntaram com as índias das tribos do cacique Tibiriçá. Nossos ancestrais por parte de mãe, começaram a chegar ao Brasil no final do século 19, da Itália e de Portugal, para serem alfaiate como meu bisavô Graziano Cangro e industrais do couro, abrindo um cortume na região de Sorocaba que fariam de meu bisavô Teodoro e seus irmãos uns dos homens mais ricos do estado durante a década de 1930 até 1950.
Em meio a 7 filhos de meu bisavô Teodoro que veio de Portugal em navio, com a roupa do corpo, um par de tamancos e sem um tostão em seu bolso, e dezenas de netos e bisnetos dele e tataranetos como o próprio Cauãn, eu fui o único que fiz o caminho de volta ao continente europeu. Eu fui o único entre todos que conseguiu se livrar do Brasil de uma vez por todas enquanto todos eles permanecem lá, presos com a ilusão de serem felizes. O Brasil é a privada do mundo e os brasileiros são os cocôs que entopem a descarga.
O leitor não faz ideia de como nossos ancestrais que vieram da Europa em diferentes épocas, sofrem por tudo que o Brasil obrigou eles a aceitarem e se deixarem influenciar pela cultura africana. Graças a África e ao Brasil os homens se tornam afeminados e covardes, as mulheres se tornam descartáveis e rodadas, ladrões e criminosos almoçam em nossas casas e compartem as nossas mesas e refeições.
O Pedro mesmo fazia questão de impor o convívio com os amigos gays dele, dentro de nossa casa. Levou dois amigos, um viado e um anão, para morar dentro do quarto dele por um período de quase três anos sem que minha mãe jamais proibisse ou reagisse.
O Paulo fazia questão de ter sempre a presença em nossa casa de seu amigo Marcelo Guedes, um sujeito que por mais que se esforçasse para ser simpático, era simplesmente intragável. Desses tipos aproveitadores que tem preguiça até de escovar os dentes e passar desodorante.
Nossa mãe jamais reclamou ou disse uma palavra. Jamais teceu uma crítica ou teve a ousadia de discordar e censurar o Pedro. Ela simplesmente apoiou e aceitou tudo mesmo que tudo fosse contra a natureza dela. Ter um filho gay casado com uma mulher travesti que decepou os próprios seios e tomava hormônios para ter barba na cara, foi demais para ela e por isso ela adoeceu e morreu.
Talvez como meus irmãos, ela estava convencida que o sentido da vida era o sucesso e a fama. Aparecer na TV. Ser reconhecido. Dar entrevista no programa do Jô Soares. Trabalhar nas emissoras de TV.
Ser gay, cusão, `pedófilo, zoófilo, pederasta, incestuoso, matricida, egoísta, traidor, pornólatra, não era um problema para ninguém O importante era ser bem sucedido profissionalmente.
Infelizmente meus familiares parecem estar orgulhosos de serem brasileiros africanizados pela cultura popular. Certamente fizeram o "L" e vivem conformados com o fato de que podem ser roubados na próxima esquina. Devem se sentir orgulhosos por seu convívio e amizade com africanos e homossexuais, assim como transexuais e prostitutas. Ladrõezinhos e bandidinhos. Putinhas e canalhas como os que abundam em São Paulo. Certamente fazem média com marginais para poder comprar drogas e não serem assaltados.
Declaro aqui meus mais profundos desejos de que as pessoas de minha família, principalmente as que são enfermas como o Paulo e o Pedro, encontrem saúde e experimentem a paz que jamais tiveram. E que eu certamente jamais experimentaria se tivesse passado a vida perto deles.
Agradeço a todos o cancelamento feito e mantido para com minha pessoa por pelo menos duas décadas.
Perdôo vocês pelo abandono e pelo ostracismo. Pela indiferença e por sempre terem tirado sarro de mim.
Graças a ausência de poder contar com vocês, Deus e os nossos Ancestrais puderam se manifestar em minhas diferentes vidas e eu pude sobreviver dignamente da medicina que trouxe a esse planeta.
Graças a vocês entendi que nunca gostei do Brasil, mesmo tendo sido feliz em meus 28 anos de vida em São Paulo. Sinto vergonha alheia do Pedro, do meu pai e do Paulo e sinto felicidade e orgulho pelos caminhos que meu sobrinho Cauãn escolheu para ele.
Sei e sinto que nunca mais nos veremos nessa vida e lamento por tudo que a pornografía fez de estrago na vida dos homens dessa família.
Recebam os mais sinceros e fraternos desejos de paz profunda, saúde plena e sabedoria infinita em vossas pobres vidas.
Namastê,
Saudações cordiais a todos e muito obrigado.
Que deus lhes abençoe.
Ruy Mendes - Fevereiro 2026.
