quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Karma das Nações - Itália

O Karma das Nações - Itália


Abrangendo uma vez mais o tema karma, escreveremos um pouco sobre o karma das nações.


Lembrando que semelhantes karmas individuais formam karmas e psicosferas coletivas que se transformam em planos de consciência que se materializam em homens, mulheres, crianças, terrenos, lugares e coisas animadas e inanimadas que se atraem e se similarizam através de leis físicas que vão desde a concepção da molécula até a constituição da matéria.




Para iniciar este polêmico tema escolhi Itália por ser um país com o qual sempre simpatizei e por ter tido a oportunidade de trabalhar de perto intimamente com os italianos.






Por toda a Europa, (da mesma maneira que no Brasil caracterizamos as pessoas por seu sotaque, aparência, cacoete e etc) diferentes formas de ser e agir caracterizam culturas e costumes. De um modo geral, todos aqui identificam: O inglês como tonto e agressivo (bêbado), o alemão como frio, o espanhol como velho preguiçoso e apaixonado, o português como triste e pobre, o francês como arrogante e o italiano como “simpático” carismático, emotivo. Porém esse “simpático e cia” tem interpretações bastante elásticas e questionáveis.

De uma maneira ora vaga ora evidente, o Italiano em Europa é visto como o “Cearense” ou o nordestino no Brasil. Um povo forte e sofrido, de uma terra forte, mas que migra e viaja sem perder suas características mais marcantes. O italiano é manhoso, gesticuloso, sem auto critica ou consciência corporal. Completamente dominado pela emoção, o italiano ama competir seja apostando, seja no tom de voz, fazendo graça e quase sempre sem perceber.

Lembremos que o império romano dominou o mundo e podemos dizer que quando isso aconteceu á evolução espiritual do homem em termos científicos era bastante precária, nutrindo mais as reverências e fantasias do rito religioso e da mitologia do que o contato com Deus através do auto-conhecimento ou coisa do gênero (como acontecia na Ásia cinco mil anos antes do império romano).



Os italianos carregam em seus genes heranças da pré-história assim como das diversas raças dominantes que em diferentes épocas lá habitaram. Etruscos, bárbaros, fenícios, latinos, celtas e mais dezenas de diferentes povos, tanto do ponto de vista comportamental como do ponto de vista da percepção. E essa possível “diferença perceptiva” em relação aos países dominantes, somado a mistura de povos e raças que dominaram não somente Itália, mas principalmente Sardenha e Sicília; Desenvolve esse animus e ânima coletivo que são os italianos materializados em seus gestos, tons, ironias, excessos de simplicidade que podem e são interpretados como exageros.




A grande maioria dos italianos traz os karmas de
suas tribos da antiguidade bem vivas. Suas paixões avassaladoras e caráter emocional materializam sua forma de ser, reconhecidas nesses trejeitos que também caracterizam muito o paulistano.
A hipocrisia política, a corrupção nos poderes, o homosexualismo, a escravidão, a paixão pela guerra, a força, a lealdade, a honra, a máfia e diversos valores que solidificaram o Império Romano parecem muitas vezes imprimir as texturas celulares dos seres que vem desses locais até hoje.


Jovens Italianos de férias nos dias de hoje, por diversas vezes trazem a tona esse instinto que remete os tempos antigos em que outrora esse povo dominava o mundo. Talvez o mundo não seja mais domínio dos romanos, dos italianos. Mas talvez também o sabor que infla o ego de quem um dia dominou algo, ainda mais o mundo, parece não ter abandonado os beiços dos exemplares da geração atual. Mas isso não é exclusividade dos italianos apenas e sim de todos os povos que chegaram próximo ou de fato dominaram.

Lembrando que a Itália unificada que conhecemos, existe apenas desde meados 1870. Seguramente antes das diversas misturas raciais, as diversas tribos e povos que formaram esse estado unificado, deveriam rememorar mais, essas características celulares e moleculares.



Na medida em que desenvolvermos a percepção, a sensibilidade e trabalhamos o chakra Ajna, (correspondente da glândula pineal do sistema endócrino, no sistema chakral do corpo mental) responsável pela visão intuitiva, vulgarmente conhecida como 6º sentido, começamos a nos familiarizar com os karmas coletivos e a entender a família humana seja desde a queda adâmica, ou dos tempos de Mu, Lemúria e Atlântida.
Ainda que não possamos precisar em que ponto da linha do tempo as ilusões e identificações com as criações de idiomas, bandeiras, culturas e ideologias, tenha tido seu inicio é clara a semelhança entre povos ditos diferentes. É fato que a língua inglesa veio da alemã. Que existem países há quatro horas de distância um do outro com culturas e idiomas ora parecidos ora totalmente diferentes, que me faz pensar o que seria se cada estado do Brasil resolvesse eleger um idioma e um nação para o seus sotaques, ou forçando muuuuito, dialetos.



Quanto mais se conhece os seres humanos, mais se realiza e constata o quanto somos uma família vista de diferentes prismas e as identificações com as nações, raças, idiomas, nacionalismos e bandeiras são ilusões grosseiras, mas que ainda assim, geram karmas.





Essa é a Lei.



R.M. – Médico Animósico. outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Minhas reflexões sobre os “Jackson´s Fives:



Minhas reflexões sobre os “Jackson´s Fives:


Devia ser o ano de 1983 ou 1984 quando tive minhas duas primeiras referências musicais lapidadas em meu inconsciente de maneira brutal e pensando hoje, talvez sem escolha. Kiss e Michael Jackson, não necessariamente nessa ordem foram os dois primeiros discos, os dois primeiros pôsteres a aparecerem em minha casa e em minha infância. De maneira direta por causa de meu irmão mais velho, de maneira indireta por causa dos Primos mais velhos: Alberto, Henrique e Marcelinho, que tinham ido ao Rock n´Rio e tido a sorte de se hospedaram no mesmo hotel de Ozzy Osbourne, com quem fizeram fotos e na época nos mostraram.






Mas voltando ao foco desta humilde crônica reflexiva, revendo hoje as imagens de Jackson Five e Michael Jackson criança, ambos colossais realizando seus dons de maneira ilimitada e
surpreendente. Matando as pessoas em volta de admiração, inveja, sonho sem nem se darem conta de que estão, de que estavam plantando uma semente de liberdade no coração de cada fã ou pessoa ali presente. O Menino Michael em momento algum de sua infância parece revelar o desesperado quadro que viveria 30 anos depois. E foi pensando no Por que, deste quadro, que me meti a escrever sobre esse sujeito de biografia terrestre espantosa e exótica acima de tudo.







Recapitulando: Jackson foi um menino que teve sua infância estuprada por compromissos profissionais que fizeram dele um mito de vendas, de noticias, de arte. Até a primeira metade de sua vida conseguiu administrar e passar a imagem de “bom-moço negro feliz americano” que podia perfeitamente através da dança e da música, sanar os Karmas e as injustiças dos anos de escravidão e racismo na América, desde que se englobasse no Sistema de Fabricação de Felicidade em Massa, leia-se a construção de um Pop Star e esses quanto mais estranhos e maníacos melhor.







Logo, na segunda metade de sua vida, o feitiço vira contra o feiticeiro. E aquele genuíno produto dos conceitos de prosperidades vomitados em Bervelly Hills, Palm Beach e Cia... Transforma-se na coisa mais estranha e inqualificável da história. Um homem que não cresceu! Como se o espírito de Jackson na esperança de perpetuar Peter Pan se recusasse a aceitar os dogmas do que é ser adulto. Independente de ser certo ou errado a postura de Michael principalmente após os 40 anos, indicia uma esperança, um aviso desesperado de que não se pode perder a infância. De que é melhor sacrificar a sanidade em nome da arte, do que a infância em nome da guerra.






Jackson é a materialização escancarada de que nós e os que vieram antes de nós estamos enganando nossas crianças. Estamos subornando-as com promessas de passeios, brinquedos e derivados da fama em troca de bom comportamento ao invés de educá-las a Luz do conhecimento e da Verdade.









Toda a esquizofrenia, pedofilia (eu não acredito que ele fosse, mas aceito a hipótese) e possíveis demências de Michael sumiam, viravam nada quando ele dançava, quando era o Bailarino, o Inventor, quando ele compunha um novo hit ou gravava um novo clip. E o mesmo efeito energético acontece quando uma criança com câncer, um jovem manco ou aleijado sorri e fica feliz por alguma coisa simples, (ás vezes invisível e essencial) que lhe aconteça. A doença é nada diante desse momento.






O tempo é uma propriedade psíquica. A biografia de Michael Jackson e os “totens & tabus” que elegemos como padrão de felicidade está intimamente conectado.

Não somos tão diferentes assim. As aberrações que víamos e coisas que sentíamos ao testemunhar a evolução mutante do artista são as nossas imperfeições e mentiras que não queremos contato, projetadas em alguém fora de nós. O Cristo, o Rei, O Michael Jackson. O ídolo é a maior vitima de todas. Será a primeira cabeça cortada quando os medíocres se sentirem insatisfeitos.






Talvez igual ou pior que Jackson estamos nós fazendo plásticas e maquiagens na intenção de esconder nossas imperfeições, nossas taras e fraquezas, nossas doenças camufladas na estética da prosperidade.






Mas como pimenta no dos outros é refrescos e não é todo mundo que consegue dançar e através dessa dança explicar o que é Liberdade e jogar os conceitos de limites na lata do Lixo, fica fácil entender por que fascina o povo, ver gente boa e competente se dar mal, principalmente na America do norte e America latina.


As pedofilias e defeitos de Michael Jackson são materializações de diferentes prismas dos travestis de Ronaldo, da maconha de Gilberto Gil e Soninha, da “maioridade penal”, de todas as hipocrisias que praticamos e justificamos em discursos sofismáticos, ou dos conceitos de diversão que consumismos plastificados em lentas formas de suicídio.




R.M. Médico Animósico - Setembro 2009






sábado, 26 de setembro de 2009

Karma & Dharma - Banco cósmico X Herança divina

   Karma e Dharma:



Uma rápida e básica explicação para aclarar a mente das pessoas, principalmente aquelas que por falta de conhecimento limitam a interpretação desse belíssimo conceito de Lei universal que os hindus e outros povos tão intimamente se relacionam.



No ocidente a palavra Karma, ainda tem um peso negativo (“inclusive quando usamos para pedir a uma pessoa nervosa que se contenha, tenha “carma” meu filho.... rsrs).



Brincadeiras a parte, o conceito de Karma e Dharma é belíssimo, fruto de uma inteligência evolutiva que não pode ser concebido por nossa pequenez temporal e sensibilidade viciada.



Para explicar de maneira acessível, imagine o Karma como um imenso banco cósmico, algo como o Bradesco, ou o Itaú das galáxias. Você tem débitos a saldar e se salda esses débitos em dia a instituição sempre te dá mais créditos e assim você consegue equilibrar seu orçamento, alimentar suas necessidades e pagar os débitos que gerou ao longo de sua(s) existência(s).



Apesar de esse ciclo proporcionar equilíbrio, a pessoa inconsciente de seus processos cármicos, se torna adicta desse processo de saldar débitos e receber créditos, e por vezes chega a crer que o sentido da vida possa ser este. Se assim fosse essa lei não seria tão inteligente assim, já que nascemos para ser livres e não escravos (ainda que seja escravo de um ciclo harmônico que muito nos ensine sobre respeito, obediência humildade e disciplina).





O karma pode ser limitador mas é o trampolim para a liberdade, já que essa não existe sem disciplina. O karma é necessário, temos de queimá-lo na intenção de gerar sempre karmas melhores, pois ao contrário do que aprendemos aqui no ocidente sobre o karma ser negativo (débitos), este também pode ser positivo (créditos).



Quando através de uma postura de gratidão diante da vida você começa a ter um fluxo de karma positivo maior que negativo, ou melhor dizendo, quando os karmas negativos são aceitos com gratidão e sem combates por parte do espírito para aceitá-los, quando você entende que tudo é parte de um aprendizado maior e não mais julga ou mensura seus acontecimentos, (desvitimiza-se) você está caminhando em direção ao Dharma.



Se o Karma é o banco cósmico que empresta crédito e salda débitos, o Dharma seria algo assim como uma herança, uma grande loteria estelar. A gorda pensão vitalícia que o Cosmos vai pagar para você não mais se preocupar com suas megalomanias e fantasias e com misérias do tipo: “Como vou comer?” “Como vou pagar”? “Quem poderá me ajudar?” “O que vou vestir hoje”?



O Dharma te conecta a fonte da essência. Quando encontramos o Dharma evidenciamos essa fonte primária, de onde tudo, (seja astral ou material) emana. Se você encontra o Dharma, pode ganhar ou perder um milhão de euros amanhã e sua rotina será a mesma, com a mesma alegria e com o conhecimento genuíno do por que ganhou, ou perdeu esse milhão.

Ao contrário do que acontece com a grande massa, esse hipotético milhão não vai mudar radicalmente você e seus gostos, nem seu caráter e amor. O Dharma é como “O Príncipe”, que por amar demais seu pai, O Rei, não se importa com o dia em que sucederá sua coroação no trono, pois sabe que esta um dia acontecerá, mas seguramente ás custas da despedida, impossibilidade ou morte daquele a quem mais ama.





Na escala universal evolutiva não se pode pular degraus, por isso as virtudes da humildade e paciência são tão importantes. Ser humilde e paciente nem são qualidades e virtudes, são conhecimentos adequados a verdade de quem veio para ganhar o jogo da vida.



A dias em que a vida se parece um jogo. Outros dias em que se assemelham mais a uma guerra.Ambos são saudáveis e devem por nós serrem assimilados. Nos dias de guerra, você está recebendo, pagando ou enfim queimando seus Karmas. Nos dias em que sentir como um jogo, perceberá que a bola da vez é o Dharma.




O karma está para o Dharma como as cascas do ovo estão para o delicioso omelete, ou ainda como a grosseira e tímida ostra, para a suave e belíssima pérola, ou ainda os gominhos da fruta para a laranjada....

Namastê

R.M. – Médico Animósico – Setembro 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

YOGA - OS 3 GUNAS

Os 3 Gunas da Yoga - Satwas, Rajas e Tamas


Em yoga tudo é alimento. E esse alimento chega a nós através de 3 vias principais. O alimento físico (comida) o alimento energético que recebemos através das impressões dos 5 sentidos (paladar, olfato, tato, audição, visão, + o 6º sentido levando-se em conta a intuição) e o mais importante de todos que é o prana. (Prana em sânscrito quer dizer Energia Vital). Trata-se do alimento que consumimos através do Ar e da atividade respiratória. Estudamos a energia anímica de uma maneira bastante simples, porém muito interessante.

Tudo em yoga provém da energia cósmica antes de se tornar matéria e essa energia ou Gunas, está dividida em 3 principais formas de manifestação que se chamam “Satwas” (energias puras), “Rajas” (energias híbridas ou mescladas) e “Tamas” (que são as energias em estado de putrefação). Essas energias estão em tudo, são tudo, ou melhor dizendo tudo o que existe em termos energéticos e materias é resultado da mistura ou proveniente da realidade de “Satwas, Rajas e Tamas". Isso vale para os alimentos físicos (comida) vale para a energia dos pensamentos, dos ambientes, tudo o que é vivo e está animado, está sujeito as vibrações originais emanadas dos Gunas.


Exemplos de alimentos Sátwicos são: O leite, as folhas, os grãos, tudo que for integral, os frutos, as raízes, as sementes, a água, os sucos entre outros alimentos puros. Rajásicos são os alimentos considerados estimulantes ou depressores em diferentes níveis. São esses: Chá, café, chocolate, certos tipos de raízes, fumo e álcool de forma moderada, açúcar mascavo, farinha integral entre outros. E são exemplos de alimentos Tamásicos os fermentados, as carnes, certos tipos de queijos, fungos, excessos ou vicio em álcool e fumo, açucares refinados, açucares brancos, farinha branca e ou refinada, doces, industrializados. Tudo o que pode ser considerado podre por estar morto ou alterado seja por agentes naturais ou externos É Tamas.


Mas essas energias se manifestam em tudo. Manhã tarde e noite são exemplos energéticos de Satwas, Rajas e Tamas. A pureza e silêncio da manhã, os pássaros e a natureza durante esse período representam a paz de Satwas, assim como a tarde mesclando seus elementos de treva e luz representa Rajas e a noite através de suas energias de excitação, desafio, mistério e esgotamento físico, representa o reino de Tamas. Na música podemos usar a musica clássica, o rock n´roll e o heavy metal como exemplos de Satwas, rajas e tamas.
Na maneira como respondemos uma provocação, nossas reações, a forma como desejamos. Tudo isso está impregnado das realidades de Satwas, Rajas e Tamas.

                                                                               Uma pessoa saudável (ao contrario do que acreditava eu antes de conhecer a Índia) deve ter os seus 3 Gunas em equilíbrio. Uma pessoa com excesso de satwas em sua dieta física e mental, pode sofrer das mesmas enfermidades e demências que uma pessoa imersa em tamas. Equilibrar o Rajas é a maneira mais fácil e a via mais segura para se manter harmônico e em equilíbrio com a realidade energética do nosso planeta.

Nutrir Satwas, perceber Rajas e identificar Tamas.


Antes de conhecer a Índia ao vivo, nutria centenas de idéias românticas sobre a Yoga, a Ayurveda, e os Gunas. Até que em meus primeiros minutos em Nova Delhi flipei, não entendi mais nada. Aquela nação que eu idolatrava pelo seu desapego e conhecimento milenar vivia num ambiente que cheirava uma mistura de incenso, merda e frutas (rajas, tamas e satwas), não acessava aquele conhecimento milenar para sanar suas enfermidades e apesar de quase não ter dentes na boca, sorriam um sorriso franco e sincero, digno de um homem que emana felicidade. Conheci pessoas de dieta totalmente sátwica no aspecto alimentar e energético que sofriam o mesmo mal hálito, as mesmas desnutrições, megalomanías e demências que pessoas de costumes tamásicos.

Logo eu entendi que o fundamentalismo positivista é tão doentio e anormal quanto o fundamentalismo negativo. Ali entendi por que Budha criou o Mahayana, que significa caminho do meio. Naquele momento entendi Jesus Cristo na passagem em que diz a Pedro ou algum outro discípulo: “O mal não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai dela”. Como disse Nelson Rodrigues: “Toda Unanimidade é burra”, logo ser diplomata com os seus desejos e com as energias dos gunas é a melhor maneira de se manter protegido e saudável. Seja feliz fazendo tudo o que gosta, mas aprenda desde sempre a fazer concessões. Seja político com o Cosmos.
Tenham um bom dia:

Namastê,


R.M. Médico Animósico – setembro 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

locomia...


Por que fazer um Blog?


Eu já havia tentado fazer um blog antes para registrar poemas, mas não deu certo. Não conheço a linguagem e na época talvez não tenha sabido explorar bem. Agora eu sinto que tenho muita história pra contar, muita foto pra mostrar e quero voltar a escrever. Tive traumas na busca por editoras durante minha juventude de escritor, então resolvi buscar o blog na intenção de registrar minha produção e pela vontade de ser lido por vocês, pela vontade de partilhar e tornar os meus conhecimentos públicos.

Contos De Ibiza: Conto I – ENCONTRO.

Depois de 3 meses estudando e fazendo turismo na Índia, uma passada de quase um mês em Londres, meu destino foi Ibiza. Escolhi de maneira intuitiva e mediúnica esse destino. Era o ano de 2008. Um ano antes, fiz uma temporada de trabalho em Búzios, no rio de janeiro, ouvia muito os Argentinos que lá vivem falar de Ibiza.
Lembrava da banda “Locomia” (foto) que aparecia no saudoso viva-noite de Gugu Liberato cantando num vestuário de “dini é um gênio”, com leques chineses e paetês a La “Clóvis Bornai” , sapatos turcos e cores.
Já havia tido experiências com ilhas anteriormente, desde os 16 anos. Em diferentes etapas de minha vida o nome Ibiza passou por mim não totalmente despercebido, mas ileso a qualquer fixação mental. Eu vim pra cá na verdade por que, não dava mais pra ficar em Londres, eu era (eu sou??) trabalhava como DJ, músico, cantor, produtor, diretor, idealizador, professor... (Eu fazia de tudo no Brasil e fazia bem, menos jogar bola)... Acabava de realizar novos cursos de yoga e massagem na Índia, trazia comigo meus discos, minha bagagem , meu violão e como disse minha amiga Bárbara: “Se eu não desce certo aqui, não daria mesmo em lugar nenhum....rs

Eu poderia contar muitas histórias, escrever um montão de uma vez na intenção de retratar toda a magia de um lugar, a confusão que há aqui entre fama e verdade, as maravilhas e milagres que aqui acontecem e me aconteceram e me proporcionaram o que eu considero O Encontro com o Dharma, O Encontro com a minha” Identidade Galáctica” que dá nome a esse blog. “(Ibiza para mim foi como o caminho de compostela para o Paulo Coelho”...kkk), mas vou devagar e sem pressa, na intenção de saborear todo o aprendizado vivido em viagens e acontecimentos nos últimos 3 anos.
Tudo começa na África do Sul e se extende por Brasil, Índia, Inglaterra, Espanha, Grécia, Turquia, Bulgária, “Sérvia”, Republica Theca, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suiça, França, Itália.
Foram os lugares que tive como cenário e em cada local, cidade, rua que estive, algo aconteceu na intenção de me fazer aprender, durante o que eu considero uma “peregrinação “anarco-idealista” de meu espírito cansado de rebeldia, de reclamação, de gente, de trabalho, de emprego, de ameaça, dependência, identificação e escravidão, de confusão mental, de um Brasil que eu amo, mas prefiro não falar.
Não que hoje eu esteja sano, mas acho que esse espírito que moveu tanta busca ao redor de alguns países, hoje encontra seu descanso nirvânico em um chão de dormitório forrado de carpetes e edredons, música , plantas, mar, yoga, estudos, conforto, muito trabalho, somado a um projeto que nasce numa choupana, um xiringuito chamado La Clinica e que sabe Deus no que vai dar.
Meu trabalho em termos práticos se dá através da Hatha-Yoga, da massagem Quiro-Veda, (que é o meu método de massagem, nenhum outro terapeuta poderá fazer o mesmo em você). Complementados pela acupuntura, ventosaterapia e leitura de mãos, que ao contrário da fama cigana e de má sorte que tem no ocidente, na Ásia é usada como suporte diagnóstico para tratamentos medicinais. Sao dois anos de trabalho a nivel mundial, 9 anos de estudos fortes. Clientes, amigos e testemunhos de tratamentos e resultados registrados em diferentes idiomas de centenas de diferentes países, de pessoas do mundo todo que veem a Ibiza e por acaso provam e comprovam o método Quiro-Veda que orgulhosamente criei e desenvolvo e escrevem em meu "Livro de Testemunhos".
Devo dizer aqui, que acima de tudo, os resultados atingidos e eventos vividos acontecem principalmente: Dos exemplos e discursos que eu enquanto Ruy Mendes e diversos espíritos do orbe terrestre vomitam através de mim e de minha glândula pineal. Não que eu queira tirar o meu da reta, mas devo advertir a todos que: Vim a trabalho e não estou só!
Portanto parte do que eu digo e escrevo sei que é meu. Outra parte não é, mas toda via não sei (e não me perguntem) de quem vem, como vem. Não sou guru, nem xico xavier, não tenho um guia claro e definido apesar de saber que tenho 5, as vezes 7 guias comigo ou abrindo meus caminhos, que a umbanda considera Eguns e Exus, a Igreja catolica considera anjos e os espiritas kardecistas consideram encostos.

A sensação apesar de natural é bastante forte. A nível mediúnico eu poderia ser melhor e confesso que me considero atrofiado, preguiçoso e sem muita orientação, mas não sou principiante.

Através desses talentos, tratamentos e técnicas eu sobrevivo e contribuo com minha parte para a evolução do plano terrestre. Através dessas atividades eu sobrevivo, vivo e me realizo, considero que encontrei meu Dharma, assim como considero um de meus principais Karmas ter sobrevivido e trabalhado como artista.
Em breve escreverei não só sobre mim, narciso, mas também sobre o Karma, o Dharma, vidas passadas, yoga, medicina vibracional, gemoterapia e outras coisas que tem sido úteis para ajudar as pessoas a se sanarem de enfermidades, balancearem seu sistema endócrino e chakral e encontrarem direção mental e consciência para sua energia sexual, psíquica, emocional e racional.
Isso é ser humano. É estar Terapeuta, já que como disse Hermógenes, “não sabemos aquilo o que somos. Só sabemos o que estamos por isso seja humilde.”

R.M. - Medico Animósico, setembro de 2009
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